O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, as chances de cura são cada vez maiores — especialmente quando a doença é detectada precocemente.
Também chamado de carcinoma invasivo, câncer maligno da mama ou neoplasia maligna de mama, esse tumor pode se apresentar de diferentes formas e exigir abordagens específicas para cada caso.
Sinais e sintomas
O câncer de mama pode ser silencioso em seus estágios iniciais. Quando presente, pode causar:
- Nódulo endurecido na mama ou axila
- Alterações na pele da mama (retração, espessamento, vermelhidão)
- Mudança no formato ou tamanho da mama
- Saída de secreção pelo mamilo, especialmente com sangue
- Inversão ou mudança na posição do mamilo
- Dor persistente em uma área específica da mama
Nem todos os nódulos são câncer, mas qualquer alteração deve ser avaliada por um mastologista.
Diagnóstico
O caminho diagnóstico envolve:
- Exame clínico realizado pelo médico
- Mamografia — principal exame para rastreamento
- Ultrassonografia — complementa a avaliação, especialmente em mamas densas
- Ressonância magnética — em casos selecionados
- Biópsia — confirma o diagnóstico e define o tipo de tumor
Principais tipos histológicos
O tipo histológico do câncer é o que chamamos de “nome”do tumor, é um resultado que vai de fato confirmar o diagnóstico através da biópsia. Os principais tipos são:
- Carcinoma ductal invasivo (não especial) – o mais comum, representa cerca de 70–80% dos casos
- Carcinoma lobular invasivo – mais raro, com tendência a acometer ambas as mamas
- Outros tipos específicos – como mucinoso, tubular e medular, geralmente menos frequentes
Subtipos imunohistoquímicos
A análise imunohistoquímica classifica o câncer de mama de acordo com a presença de receptores hormonais e proteínas específicas. Costumamos falar que é o subtipoe do tumor ou mesmo o “sobrenome”do tumor. Este exame imunohistoquímico pode ser feita no mesmo material da biópsia que fez o diagnostico ou no material de uma eventual peça cirúrgica também.
Esses marcadores ajudam a definir melhores opções de tratamento e dão previsões mais precisas sobre o comportamento da doença.
- Luminal A – receptores hormonais positivos, baixo índice de proliferação, melhor prognóstico
- Luminal B – receptores hormonais positivos, maior índice de proliferação
- HER2 positivo – presença da proteína HER2, crescimento mais rápido, mas com tratamentos-alvo eficazes
- Triplo negativo – ausência de receptores hormonais e HER2, geralmente mais agressivo
Conhecer o subtipo do seu câncer permite ao seu médico montar um plano de tratamento mais eficaz, reduzindo efeitos colaterais e aumentando as chances de cura.
Hoje em dia, consideramos má prática médica iniciar um tratamento para câncer de mama sem saber o resultado da imunohistoquimica.
Tratamento
O tratamento do câncer de mama é individualizado e pode incluir:
- Cirurgia – retirada do tumor, podendo ser conservadora (quadrantectomia) ou mastectomia
- Radioterapia – destrói células cancerígenas remanescentes
- Quimioterapia – combate células doentes que possam ter se espalhado
- Terapia hormonal – para tumores com receptores hormonais
- Terapias-alvo – especialmente para tumores HER2 positivos
O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo mastologista, oncologista clínico, radioterapeuta, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista, visando não só tratar a doença, mas preservar a qualidade de vida.


