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Página inicial / Densidade Mamária: o que é e por que importa na saúde da mulher

Densidade Mamária: o que é e por que importa na saúde da mulher

  • 23/12/2025
  • 11:27 am
Dra. Yedda Reis

Dra. Yedda Reis

Mastologista, Ginecologista e Obstetra

A densidade mamária é a proporção entre o tecido glandular e fibroso da mama em relação ao tecido gorduroso, observada na mamografia.
Quando a mama é considerada densa, significa que há mais tecido glandular/fibroso do que gordura, o que pode dificultar a detecção de alterações na mamografia e, em alguns casos, estar associado a um risco levemente maior de câncer de mama.

Ter mamas densas não é uma doença, mas sim uma característica anatômica que varia de mulher para mulher e pode mudar ao longo da vida. No entanto, conhecer o seu grau de densidade mamária é fundamental para definir a melhor estratégia de rastreamento.

Principais informações sobre a densidade mamária

  • Classificação: o laudo da mamografia utiliza a escala do BI-RADS para indicar se a mama é predominantemente gordurosa, de densidade intermediária ou densa (graus C e D).
  • Fatores que influenciam: idade, genética, uso de hormônios, gravidez e menopausa.
  • Impacto no diagnóstico: em mamas densas, áreas brancas do tecido glandular podem “esconder” nódulos ou microcalcificações.
  • Risco de câncer: mamas densas estão associadas a um aumento discreto no risco de câncer de mama, especialmente quando associadas a outros fatores de risco.
  • Exames complementares: mulheres com mamas densas podem se beneficiar de exames adicionais, como ultrassonografia mamária ou ressonância magnética, para aumentar a detecção precoce.

Classificação BI-RADS – evolução da versão 4 para a 5

O BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) inclui uma escala para descrever a densidade mamária.
Na versão 4 (até 2013), a classificação era baseada em porcentagem estimada de tecido fibroglandular:

  • A: mama quase totalmente gordurosa (< 25%)
  • B: poucas áreas de tecido fibroglandular (25–50%)
  • C: heterogeneamente densa (51–75%)
  • D: extremamente densa (> 75%)

A versão 5 (atual) não utiliza mais porcentagens, e sim a avaliação qualitativa do impacto da densidade na interpretação da mamografia:

  • A: mama quase totalmente gordurosa
  • B: algumas áreas de densidade fibroglandular dispersa
  • C: mama heterogeneamente densa, podendo obscurecer pequenas lesões
  • D: mama extremamente densa, reduzindo a sensibilidade do exame

Ultrassonografia e ressonância magnética em mamas densas

A ultrassonografia mamária é um exame rápido, sem radiação e muito útil para avaliar áreas suspeitas que podem não ser visíveis na mamografia. Já a ressonância magnética das mamas é o exame com maior sensibilidade para detecção precoce, especialmente indicado para mulheres com alto risco ou histórico familiar de câncer de mama. Em pacientes com mamas densas, a associação da mamografia com um desses métodos pode aumentar significativamente a taxa de detecção de alterações iniciais, permitindo diagnósticos mais precoces e tratamentos menos invasivos.

Por que conversar com seu mastologista? A densidade mamária é um dado importante para personalizar o rastreamento. Em alguns casos, ajustar a periodicidade dos exames ou incluir métodos complementares pode aumentar a segurança do diagnóstico.

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