A amamentação é um ato natural, mas não é necessariamente intuitivo — principalmente nos primeiros dias após o parto. Durante o puerpério, muitas mulheres se surpreendem com as dificuldades que podem surgir nesse processo. Por isso, é importante saber: você não está sozinha. A maioria das mães enfrenta algum grau de desafio na amamentação, e buscar apoio faz toda a diferença.
Por que amamentar pode ser difícil no início?
Durante a gestação, fala-se muito sobre os benefícios do leite materno, mas pouco se fala sobre a adaptação real da mãe e do bebê. Entre os fatores que tornam esse início mais desafiador estão:
• Pega incorreta do bebê;
• Dor nos mamilos, fissuras e sangramentos;
• Ingurgitamento mamário (seios muito cheios, duros e doloridos);
• Bebê sonolento que demora a aprender a sugar;
• Produção de leite ainda irregular nos primeiros dias;
• Insegurança materna sobre se o bebê está mamando o suficiente;
• Fadiga extrema, noites sem dormir, alterações hormonais e emoções à flor da
pele.
Amamentar exige paciência, aprendizado mútuo e, muitas vezes, ajuda especializada. Todo mundo fala sobre o tal da “pega correta”. Mas afinal, como fazer para consegui-la? Isso exige muito treino, habilidade da mãe (que ainda irá adquirir) e a meu ver também um pouco de sorte: ter um bebê que consiga se adaptar mais rápido ou não. A amamentação é um grande divisor de águas no puerpério.
O papel da rede de apoio
O apoio do parceiro, da família e de profissionais da saúde é essencial. Pequenos gestos, como ajudar a posicionar o bebê, oferecer água, preparar um lanche ou segurar o recém- nascido para que a mãe possa descansar, fazem toda a diferença. Também é importante lembrar que existem consultoras de amamentação, pediatras e obstetras preparados para orientar e acolher dúvidas sem julgamentos. Essa rede vai te fortalecer e auxiliar em cada etapa.
Mastite
Juntamente com a amamentação, vem o medo da tão temida mastite. A mastite é uma inflamação da mama que pode surgir nas primeiras semanas de amamentação, especialmente quando há:
• Drenagem incompleta do leite;
• Fissuras no mamilo;
• Intervalos longos entre as mamadas;
• Pega incorreta ou uso de conchas e bombas de forma inadequada.
Sintomas de mastite:
• Dor localizada e intensa na mama;
• Vermelhidão e sensação de calor no local;
• Febre (geralmente acima de 38°C);
• Mal-estar geral, calafrios e cansaço.
A mastite pode ser apenas inflamatória, mas em alguns casos evolui para infecção bacteriana, exigindo tratamento com antibióticos.
Importante: mesmo com mastite, a amamentação pode ser mantida, uma vez que o
tratamento não contra indica a amamentação e também a retirada do leite ajuda a aliviar
os sintomas e evita complicações.


